21171 Centro Cultural de Loures
Localização:
Loures
Ano:
2021
Área de construção: 5.870 m2
Promotor: CM Loures
Arquitectura: Humberto Fonseca + Humberto Silva
Colaboradores: Miguel Nogueira, Álvaro Llera, Liliana Nabais, Rita Calado

Arquitectura e mecânica de cena: Isabel Worm

Paisagismo:  João Assis Oliveira
Fundações e estrutura: Armando Vale
Especialidades: Bruno Henriques

Mais do que construir um edifício de excepção o projecto criará hábitos quotidianos. Mais do que elemento icónico de uso esporádico, o novo Centro Cultural de Loures quer ser cidade.

Da várzea à cidade, entre o bulício urbano às ambiências mais rurais, a área de intervenção é o ponto de encontro entre os dois territórios. Representado a norte pelo parque do rio, a nascente e a sul pelo tardoz da cidade.

Fundando-se como peça catalisadora da união de todo o contexto, o projecto surge como grande elemento central, personagem principal da regeneração e revitalização urbana da cidade de Loures.

Neste sentido o projecto assume orgulhosamente as empenas cegas do tardoz urbano como um dos alçados do conjunto, para estendendo a massa verde existente a norte do território, dar continuidade ao parque do rio até ao eixo principal de comércio e serviços de Loures, a Rua da República. 

Elegendo quatro espaços enunciados no programa funcional, como geradores de grandes sinergias, a proposta enraíza o Auditório, a Sala Multiusos, a Blackbox e o Café Concerto no amago desta massa arbórea omnipresente.

A criação de uma estrutura/cortina de planta rectangular, divide essa massa em dois jardins, um exterior outro interior. Simultaneamente clarifica o programa funcional entre os de uso autónomo e os de uso dependente.

O Jardim exterior faz a sul a interlocução directa com a cidade, é a antecâmara do conjunto para quem chega do Unicentro. Para norte e nascente o jardim segue adossado às empenas do casario estabelecendo as ligações directas com a Várzea, Parque do Rio e com a travessa Barbosa Rezende através de dois passeios públicos de dimensões generosas, pontuado com áreas de permanência para a fruição do recato do parque e de espetáculos.

Tirando partido desta dinâmica de circulações e de fluxo de pessoas é no espaço exterior que se localiza o Café Concerto.

O jardim interior definido pela estrutura/cortina acolhe todos os espaços dependentes, intercomunicados pelo grande espaço de entrada/átrio/foyer.

 A cortina completamente “levantada do Chão” em grande parte do seu perímetro, explora a paisagem enquanto espaço performativo, deixando através deste levantar, ver tudo o que acontece de um lado e do outro, não havendo dentro e fora, apenas pessoas.

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